Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis

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Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis

O Reino Invisível sempre esteve perto de nós. Além dos círculos de pedra, no coração das florestas, em dimensões das quais nos separa uma frágil barreira, um povo muito antigo nos espreita com olhos cheios de paixão, curiosidade, sabedoria – mas também, algumas vezes, com inveja e maldade. Suas histórias nos foram transmitidas durante muitos séculos, ao longo dos quais se atenuou o que tinham de mais cruel e violento: histórias de vingança, de guerra, de traição, de crianças trocadas. Tudo que restou foram os contos de fadas em versões modernas, que deixaram de lado o aspecto mais sombrio dos habitantes do Reino Invisível, aqueles que conhecemos sob o nome de “duendes”.

O propósito desta coletânea é revisitar as antigas tradições, não apenas dos celtas – de cujos pixies, brownies e cortes feéricas sempre nos lembramos quando se fala em duendes –, mas também de outros povos cujas lendas e contos tradicionais façam menção ao Reino Invisível. Desde os gregos antigos, com suas dríades e outros seres ligados aos bosques e às florestas, até os eslavos, com os espíritos protetores das casas, conhecidos como domovoi, passando pelo kappa do folclore japonês e pelo trauco da mitologia chilena, queremos histórias originais, que enfatizem o lado mais perigoso, amoral e sinistro dos duendes. Os textos podem fazer referência ou até se basear em mitos, lendas (inclusive do folclore brasileiro), literatura medieval, contos de fadas e contos populares, desde que não sejam simples recontos e que sigam a vertente conhecida como fantasia sombria (dark fantasy). Também iremos considerar histórias ambientadas em universos fantásticos, com suas próprias raças feéricas, desde que sejam criação do autor. Não aceitaremos fanfics.

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